Inhotim: Onde fica? É uma cidade? O que fazer?

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Vamos inaugurar os destinos Nacionais aqui no Blog e não poderia ser de uma maneira melhor. Está procurando um lugar diferente para passar um final de semana, ou quem sabe um dos muitos feriados que vem por aí?

Então temos a dica perfeita para você que não quer gastar muito, mas mesmo assim quer se deslumbrar com paisagens, respirar ar puro e para melhorar ainda mais esse pacote, apreciar um pouco de arte contemporânea.

A dica de hoje é da minha querida amiga Fernanda Forte, que assim como eu adora turistar por aí e é minha companheira para assistir ópera rsrs.

Vai na dela que é sucesso!

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Inhotim: Onde fica? É uma cidade? O que fazer?

By Fernanda Forte

Inhotim me foi apresentado por uma rede de amigos que conheceram ou desejavam conhecer este local. O que me intrigou, a princípio, foi não saber onde ficava e depois ver algumas fotos deste lugar. Claro que como a grande curiosa que sou, fui pesquisar e descobrir o porquê tanta paixão das pessoas que foram e o desejo delas em retornar. Uma amiga já havia estado lá duas vezes e me disse que aceitaria ir uma terceira vez, o que continuou a me intrigar. Sendo assim, eu me convidei para que ela pudesse me apresentar o lugar pessoalmente.

Em minha pesquisa inicial descobri que Inhotim é um Instituto localizado em Brumadinho, e é sede de um dos mais importantes acervos de arte contemporânea do Brasil, além de ser considerado o maior centro de arte ao ar livre da América Latina. Brumadinho fica a aproximadamente 60 km de Belo Horizonte (Minas Gerais), variando conforme o trajeto traçado pelo GPS, que é extremamente importante nessa viagem.

Quanto tempo ficar?

Como era de se supor escolhemos um final de semana para irmos, tempo mais que suficiente para conhecer o local. A princípio achei que seria muito tempo, depois pouco, conforme fui pesquisando e me informando sobre tudo que o Instituto oferecia a nível de espaços e galerias fui calibrando minhas ideias.

Quanto a cidade de Brumadinho, a mesma não oferece grandes opções de entretenimento ou gastronomia. A fonte de renda vem das minas, é o 8°maior município minerador do Estado, e também dos seus mananciais de água. Sendo assim, Inhotim realmente é para onde se deve ir, sendo a principal atração e um mundo à parte. O dono do local, Bernardo Paz, empresário da área de mineração e siderurgia, possuía coleções valiosíssimas e também foi casado com Adriana Varejão (uma das galerias leva o seu nome). Burle Marx colaborou e muito para os jardins. O local foi aberto para o público em 2006 e desde então as coleções tem sido renovadas, bem como a abertura de novas galerias e espaços.

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Narcissus Garden - Yayoi Kusama

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A Origem da Obra de Arte - Marilá Dardot

Mesmo para as pessoas que não apreciam a arte contemporânea, Inhotim é um lugar que merece ser visitado. Os jardins, os lagos e a luz incrível do local fazem com que os visitantes sintam-se no céu, tamanha a perfeição. A área onde o Instituto se localiza é enorme, cerca de 100 hectares para visitação. Disponibiliza-se o mapa para os visitantes, e o local é bem sinalizado com placas das obras e galerias.

Horários

O horário de funcionamento é das 09h30 às 16h30 de terça à sexta, e das 09h30 às 17h30 aos sábados, domingos e feriados. Há visitas guiadas gratuitas e transporte interno, carrinho de golpe, para a comodidade daqueles que não podem ou não gostam de andar.

- Informações para visitantes: www.inhotim.org.br/visite/como-chegar

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Sobre o roteiro e a organização da viagem...

Decidimos ir no sábado (10/01/2015) no primeiro vôo encontrado. Chegamos no aeroporto internacional Tancredo Neves (Confins) por volta das 07h30, retiramos o carro alugado e fomos para Brumadinho. O percurso durou aproximadamente 2 horas, já que é necessário passar pela cidade e alguns trechos são mais lentos, além de outros com curvas ou poucas faixas.

Chegamos no Instituto as 09h30 para a sua abertura e permanecemos lá até quase o seu fechamento. É possível comprar a entrada para dois dias ou mais também. O mapa do local nos dá uma visão do instituto dividido em 3 rotas cada uma sinalizada de uma cor, sendo elas rosa, amarela e laranja. Optamos por fazer a visitação a pé e neste primeiro dia foram as rotas rosa e amarela as escolhidas, em função do volume de obras e galerias que ali estavam situadas. Mas, antes tomamos um café, para poder nos aventurar nesta longa caminhada.

Paramos para almoçar no restaurante Oiticica (www.inhotim.org.br), a comida é boa e é por kilo (R$ 49,90). Bebedouros e sanitários encontram-se bem distribuídos, bem como locais para descansar um pouco.

Falar das galerias seria como tirar a graça e a surpresa delas, é importante ir de mente aberta para absorvê-las. Além disso, cada obra tem a placa explicativa para melhor absorção e as galerias contam um pouco dos seus artistas. É proibido fotografar as galerias (apesar de algumas pessoas conseguirem) e a maioria possui ar condicionado.

A maioria das informações podem ser encontradas no próprio site do instituto (www.inhotim.org.br), então não irei me ater a elas. Apenas tenho que dizer que pelo que vi, gostei muito de algumas, outras nem tanto, talvez por não ter um conhecimento aprofundado, mas posso dizer que todas valem a pena serem visitadas para falar bem ou mal, porque se as obras (que não podem ser tocadas) não foram tão bem apreciadas, certamente a arquitetura das galerias foram.

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Edgard de Souza

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Beam Drop Inhotim - Chris Burden

Como a cidade não tem grandes opções gastronômicas, jantamos no próprio hotel onde ficamos hospedadas e desmaiamos. Fomos bem acolhidas pela comida incrível e pelo quarto com ar condicionado e aconchegante. No domingo (11/01/2015) tomamos café da manhã e seguimos novamente para o Instituto para finalizar a visita com a rota amarela. Concluímos nosso percurso por volta das 14h e almoçamos no outro restaurante, o Tamboril, que é realmente incrível e tem um preço fixo de R$ 60,00 e que faz valer cada centavo investido. O valor da bebida é a parte, a sobremesa também R$12,00 e também pode se servir à vontade. Após o almoço retornamos para Belo Horizonte para devolução do carro e finalizar a viagem embarcando de volta para São Paulo.

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Fachada do Restaurante Tamboril

Informações Gerais

Algumas áreas do Instituto possuem Wi-Fi aberto e de qualidade, principalmente nas áreas de alimentação, sendo assim enquanto se descansa é possível postar as fotos e deixar o mundo com inveja. É importante levar para o passeio protetor solar e chapéu, pois a exposição ao Sol é inevitável e pegamos um dia bem quente.

Sobre o espaço, é difícil explicar em palavras tamanha a beleza do local, poderia passar horas falando sobre e me maravilhando. Então, as fotos poderão dizer muito mais:

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Viewing Machine - Olafur Eliasson - Caleidoscópio

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De Lama Lâmina - Matthew Barney

Sobre o custo... uma ideia geral

- Passagens aéreas trecho Congonhas/Confins - ida e volta (1 pessoa) via AZUL: R$ 329,74

- Aluguel do Carro via MOVIDA (2 diárias): R$314,82

- Hospedagem c/Café da manhã no Ville de Montagne Hotel (1 diária para 2 pessoas) via booking.com: 294,00

- Almoço Oiticica (Inhotim): 24,00 por pessoa (Buffet com sobremesa e bebida)

- Jantar Hotel: 55,00 por pessoa (costelinhas com purê de pupunha, doce de leite e bebida - deliciosos)

- Almoço Tamboril (Inhotim): 100,00 por pessoa (Buffet de almoço, sobremesa e bebida - divinos)

O retorno a Inhotim será inevitável, pois o lugar é incrível e permite ir várias vezes, seja sozinho, com os amigos ou com a família, e num final de semana qualquer. É uma pena que poucos conheçam Inhotim e que os valores pagos pelos visitantes não custeiem a manutenção do local. O dono se diz endividado, pois segundo ele, investiu tudo que tinha lá e não pensou nos custos que geraria algo tão ambicioso. É importante a divulgação para que todos tenham a oportunidade de conhecer e que o dono encontre uma forma de dar continuidade a esse projeto tão incrível.

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Essas dicas são incríveis, então comece a planejar sua visita ao lugar e se precisar de ajuda entre em contato com a gente: quemdividemultiplicablog@gmail.com

Até a próxima!!

MM

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